Drones, Um mercado em evolução.

Espaço aéreo aberto para os drones

De acordo com analistas do banco britânico Barclays, o mercado mundial de drones, hoje avaliado em cerca de US$ 4 bilhões, tem potencial para crescer até dez vezes nos próximos cinco anos.

Por aqui no Brasil, a utilização dos drones para uso recreativo, corporativo, comercial ou experimental foi normatizada no conforme Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial – RBAC-E nº 94, publicado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em maio de 2017.

No primeiro ano da regulamentação, apenas 820 players estavam autorizados a operar drones no país. Três anos depois, segundo a Anac, 63.388 pessoas estão cadastradas para realizar a operação de drones. No total, são 76.865 aeronaves registradas Espaço aéreo aberto para os drones no cadastro da Anac, das quais 28.972 de uso profissional e 47.893 de uso recreativo. Desde a sua regulamentação, os drones vêm sendo utilizados para a realização de diversas atividades, sendo as principais:

  • Transporte de pequenas cargas
  • Resgates e primeiros socorros
  • Segurança, por meio do monitoramento de estradas e grandes eventos
  • Agricultura, por meio do mapeamento de terrenos, irrigação e distribuição de pesticidas
  • Audiovisual/fotografias

Em agosto de 2020, a Anac autorizou, pela primeira vez, o serviço experimental de entregas com o uso de drones. A Speedbird, prestadora de serviços do iFood, terá o certificado de testes das operações até agosto de 2021. O grande diferencial desta licença é que ela permite que os veículos percorram distâncias maiores, sem que o piloto tenha linha visual do aparelho. Esse tipo de operação é chamado de BVLOS – Operação Além da Linha de Visada Visual (Beyond Visual Line of Sight).

No final de 2019, a Latam Airlines se tornou a primeira empresa aérea sul[1]americana a utilizar drones no processo de manutenção das aeronaves A320 de sua frota. De acordo com a companhia, os drones trazem maior eficiência e rapidez nas inspeções da estrutura das aeronaves.

Regulamentação para o uso de drones

No final de 2019, a Latam Airlines se tornou a primeira empresa aérea sul[1]americana a utilizar drones no processo de manutenção das aeronaves A320 de sua frota. De acordo com a companhia, os drones trazem maior eficiência e rapidez nas inspeções da estrutura das aeronaves.

Seguro para drones

Segundo a ANAC, todas as operações de aeronaves não tripuladas de uso não recreativo acima de 250 gramas de peso máximo de decolagem devem possuir seguro com cobertura de danos a terceiros (RETA), exceto as operações de aeronaves pertencentes a entidades controladas pelo Estado.

O promissor mercado de drones possui amplo espaço de crescimento e exploração no setor de seguros, tendo como opção a contratação de seguro para casco e demais seguros personalizados, conforme a operação de cada aeronaves.

Os novos inspetores de segurança aérea

O assunto drone está cada dia mais em nosso cotidiano e suas aplicabilidades de maneira geral. De tempos em tempos conseguimos visualizar novas maneiras de tornar as atividades, diárias ou não, mais práticas, rápidas e até seguras, com utilização destes pequenos objetos voadores. O ramo aeronáutico não demorou a descobrir uma maneira de utilizar os VANT para tornar uma de suas tarefas essenciais, a inspeção de aeronaves, mais rápida, segura e menos sujeita ao erro.

A ferramenta nomeada ‘Advanced Inspection Drone’ foi desenvolvida no início de 2018 pela Airbus em parceria com a Testia, uma subsidiária da companhia especializada em testes não destrutivos, e aprovada pela EASA – Agência Europeia para a Segurança da Aviação – para somente depois ser disponibilizado às companhias aéreas e companhias de MRO – Manutenção, Reparo e Inspeção.

O sistema de drones é otimizado para inspecionar as partes superiores da fuselagem da aeronave. Ele é equipado com sensores para detectas obstáculos e por isso não precisa ser pilotado remotamente. O novo sistema possui um caminho de inspeção pré-definido e automatizado, de maneira que ele captura imagens de alta qualidade da aeronave e através de um banco de dados e um sistema de software, essas imagens são comparadas com o modelo original digital da aeronave, permitindo que o operador localize qualquer dano na superfície da aeronave.

E por aqui, no Brasil?

No Brasil, a Latam já adota o sistema criado pela Airbus e a área responsável pela gestão da novidade afirma que a eficiência no serviço aumentou em torno de 70% e diminuiu o tempo de realização de uma inspeção para 3 horas. Quando o método tradicional era utilizado, sendo realizada a inspeção a partir do solo ou usando uma plataforma telescópica, o tempo gasto para o mesmo serviço era de 16 horas.

Temos certeza que o mercado continuará se desenvolvendo e criando tecnologias para realizar serviços essenciais de forma mais automatizada e segura.

Drones no ar por um mundo mais verde

Todos nós já sabemos dos impactos causados pelo crescimento da população, das constantes expansões das indústrias e da destruição que o ser humano causa na natureza. Segundo relatório da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations, 2020), publicado em julho passado, o Brasil está entre os 10 países com maior perda de floresta na última década.

O país lidera a lista, com 1,5 milhão de hectares perdidos a cada ano nos últimos dez anos. O mundo possui 31% de sua área total coberta por florestas.

Muitas vezes atrelamos o avanço da tecnologia aos impactos negativos que vemos no meio ambiente, mas na leitura de hoje gostaríamos de apresentar a contribuição dos drones para o reflorestamento.

Afinal, se é possível usar a tecnologia de maneira a destruir nosso meio ambiente, por que não usá-la na mesma proporção para criar e potencializar alternativas sustentáveis. Hoje podemos ver empresas usando como principal aliado do reflorestamento, os VANT’s (veículos aéreos não tripulados), popularmente conhecidos como drones.

Sabemos que o método mais simples de reflorestar é através do plantio manual, mas é fácil concluir que, em comparação com a velocidade das tecnologias usadas pelas indústrias para cortar árvores, esse processo não compensa, é muito lento.

Algumas empresas vêm usando essa tecnologia como sua aliada no combate ao desmatamento. Uma delas plantou recentemente 5.000 árvores em um dia.

Ainda é cedo para comprovar a eficiência deste método, mas podemos visionar muitos benefícios potenciais e aplicação dos drones para casos como este.

O uso deste tipo de equipamento se mostra rápido, eficaz, preciso e a um custo significativamente menor. Relata-se que apenas um equipamento é capaz de substituir a capacidade de plantio de 15 agentes de reflorestamento em campo.

Além do objetivo óbvio, que é plantar, os drones ainda têm capacidade de coletar dados e fornecer visão abrangente de um ecossistema e alcançar áreas de difícil acesso para plantio.

4 usos dos drones em prol da sustentabilidade

  • Mapeamento aéreo
  • Plantio de árvores
  • Monitoramento da área plantada
  • Controle de desmatamento

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